Manoel Fernando Lustosa de Lima

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GENEALOGIA DOS LUSTOSA CABRAL NO BRASIL
E SUA LOCALIZAÇÃO EM PATOS – PARAÍBA

MANOEL FERNANDO LUSTOSA DE LIMA

01.01.04.03.01 – Manoel Fernando Lustosa de Lima (Monsenhor)

Filho do Alferes Manoel Francisco de Lima, natural do Estado de Pernambuco, e de D. Izabel Maria da Ressurreição Lustosa, natural do Estado da Parahyba do Norte, fallecidos, neto paterno de Francisco das Chagas Correia e D. Cosma Felícia da Encarnação, e materno de Joaquim Ferreira Lustosa e D. Appollonia Maria da Conceição, nasceu a 30 de Maio de 1846 na freguezia de Milagres, sendo baptisado a 15 de Junho do mesmo anno pelo Rvd. João Baptista da Silva. Em 1856 começou seus estudos de primeiras letras na Villa de Patos do Estado da Parahyba do Norte, onde permaneceu até 1861, estudando também o Latim e o Francês, e em principio de 1862 seguiu para a Cidade de S. José de Mibipu no Rio Grande do Norte, onde estudou o Latim e o Francês, e em 1863 para o Seminário de Olinda, onde estudou preparatórios e matérias do Curso Theologico até ordenar-se. No fim do anno de 1867 concluiu os estudos theologicos, por falta de edade deixando de ordenar se n’esse mesmo anno A 25 de Outubro de 1868 recebeu ordens menores, a 1 de Janeiro de 1869 ordens de Subdiacono, o Diaconato a 20 de Fevereiro e o presbyterado a 22 de Maio do mesmo anno, sendo todas as ordens conferidas pelo Bispo D- Francisco Cardoso Ayres. Quando era ainda estudante do 2.o anno do Curso Theologico, foi nomeado a 5 de Agosto de 1865 Capelão da Sé de Olinda. A 2 de Junho de 1869 foi nomeado Coadjuctor da Freguezia de S. Mana Magdalena da Villa do Teixeira, no Estado da Parahyba do Norte, e a 16 de Março de 1870 Vigário da Freguezia de N. do O’ da Villa de Papary no Estado do Rio Grande do Norte. A 7 de Fevereiro de 1873 foi encarregado de reger cumulativamente a Freguezia de S. João Baptista de Arez, sendo sempre reconduzido na mesma Freguezia de Papary até o anno de 1873. A 30 de Setembro de 1878 foi nomeado Vigário da Freguezia de S.Gonçalo no mesmo Estado e a 10 de Março de 1880 Vigário Collado da dita Freguezia de S. Gonçalo de Amarantho do Bispado de Pernambuco e Estado do Rio Grande do Norte mediante concurso. Em 1882 reconstruiu a Egreja Matriz de S. Gonçalo no que despendeu-se mais de doze contos de réis e em 1883 construiu a Egreja de N. S. da Conceição da Macahyba, povoado da mesma Freguezia de S. Gonçalo, despendendo-se mais de cem contos de réis, para onde logo foi transferida a sede da Freguezia e elevada aquella Egreja á Matriz, sendo também o povoado elevado á categoria de Cidade. O Rvd. Vigário Manoel Lustosa em principio de 1886 foi forçado a mudar-se para o Estado do Rio de Janeiro a conselhos médicos por motivo de moléstia, sendo por isto obrigado a requerer renuncia do beneficio ecclesiastico. A 28 de Abril de 1886 foi encarregado da direcção espiritual do Asylo Agrícola, S. Izabel do Desengano, no Estado do Rio de Janeiro, e assim ficou até Janeiro de 1888. A 26 de Setembro de 1887 sendo desligado e exonerado do beneficio em que tinha sido collado pelo motivo já dito a 13 de Janeiro de 1888 foi nomeado Vigário da Freguezia de S. Antonio do Rio Bonito de Valença, Estado do Rio. A 16 de Novembro de 1888 foi nomeado Monsenhor ou Camareiro Secreto supra numerário de Sua Santidade o Papa Leão 13°. A 15 de janeiro de 1892 foi removido da Freguezia do Rio Bonito para a de S Sebastião da Cidade de Barra Mansa e a I de Fevereiro do mesmo anno encarregado de reger cumulativamente a de N. S. do Rozario de Quatiz da Barra Mansa do mesmo Estado. No mesmo anno de 1892 reconstruiu e dourou toda a Egreja Matriz de S. Sebastião no que despendeu-se mais de vinte e cinco contos de réis. A 13 de Fevereiro de 1900 foi encarregado de reger cumulativamente as Freguezias do Divino Espirito da Barra Mansa e S. Sebastião. Falleceu repentinamente quando officiava na Festa da Immaculada Conceição (8 de Dezembro de 1900). Era irmão do Monsenhor Vicente Lustosa, este, porem, natural da Parahyba do Norte. O Conego Lustosa é thio delles. Monsenhor Lustosa é escriptor de nota como provou com sua obra sobre o Spirítismo, recentemente publicada.

Fonte: Dicionário Bio-bibliogaphico Cearense – Barão de Studart