Francisco da Costa Lustosa Cabral (Xixi)

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DESCENDÊNCIA DE FRANCICO DA COSTA LUSTOSA CABRAL

01.01.01.02.08.05 – Francisco da Costa Lustosa Cabral (Xixi), nasceu em 21.04.1871
1ª Esposa: Joana de Castro Cabral
  2ª Esposa: Maria Dolores da Costa, Ele, viúvo por falecimento de

Joana Leopoldina Cabral.

 

 

Filhos:  
01.01.01.02.08.05
01.00.00.00.00.00 – Olindina Lustosa Cabral
01.01.01.02.08.05 Flósculo Lustosa Cabral
02.00.00.00.00.00
01.01.01.02.08.05
03 .00.00.00.00.00 Nelson Lustosa Cabral
01.01.01.02.08.05
04 .00.00.00.00.00 Levy Lustosa Cabral
01.01.01.02.08.05
05 00.00.00.00.00 Vinicius
01.01.01.02.08.05
06 .00.00.00.00.00 Wilson Lustosa Cabral
01.01.01.02.08.05
07 .00.00.00.00.00 Wilde Lustosa Cabral
01.01.01.02.08.05
08 .00.00.00.00.00 Emília Lustosa Cabral
01.01.01.02.08.05
09 00.00.00.00.00 Olga
 
01.01.01.02.08.05
10.00.00.00.00.00 Maria
 
01.01.01.02.08.05
11.00.00.00.00.00 Maria
 
 
01.01.01.02.08.05
12.00.00.00.00.00 Romualdo
 
01.01.01.02.08.05
13 00.00.00.00.00 Aloisio
 
01.01.01.02.08.05
14 .00.00.00.00.00 Milton
01.01.01.02.08.05
15 .00.00.00.00.00 Heloisa
 
01.01.01.02.08.05
16 .00.00.00.00.00 Anaisa
 
01.01.01.02.08.05
17 .00.00.00.00.00 Anaide
 
01.01.01.02.08.05
18 .00.00.00.00.00 Carmem Dolores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UM POUCO DA HISTÓRIA SOBRE XIXI COMO SE FEZ JORNALISTA

 

Nasceu Francisco Lustosa Cabral (Xixi), na fazenda “São Bento” deste município a 21 de abril de 1871, sendo seus pais João Bento de Figueiredo da Costa Araújo e Vicência Lustosa Cabral.

Em moço dedicou-se ao comércio.  Contraiu núpcias com Joana de Castro Cabral, tendo uma única filha, Olindina, falecida, e das segundas núpcias com Maria Dolores Cabral, provieram Flósculo, desaparecido há pouco tempo, Nelson, Levi, Vinicius, Wilson, Waith, Emília e Olga Lustosa.

Militou ardorosamente na política de Venâncio Neiva e com a deposição deste, em 1892, conservou-se fiel ao seu partido obedecendo, em Patos, à chefia de José Herculano Bezerra Luna que havia sido deputado à Constituinte.

Apesar do ostracismo prolongado desse partido, jamais o abandonou e deixou de se esforçar pelo seu soerguimento.

De uma feita, indo à Paraíba, (hoje João Pessoa), aproximou-se de Coriolano, seu parente afim, e depois de conversarem amistosamente foram ter com Arthur Aquiles, na redação do seu jornal.

O “pai da imprensa paraibana” ficou impressionado com a palestra do sertanejo, dado o modo desembaraçado de  narrar as coisas a ponto de lembrar nessas horas, o seu nome para correspondente do jornal em Patos – Pb.

— “Qual major Aquiles, quem sou eu para escrever em jornal desconheço a técnica da imprensa, não tenho habilitação para desempenhar o ofício”, disse.

— “Isso não importa, faça o que puder quero é que mande seja o que for, o mais

se arranja por aqui”, retorquiu Arthur Aquiles.

Quando Xixi chegou a Patos, rabiscou sua primeira notícia, enviando-a para o grande jornalista.  Este, ao deparar com o artiguete, publicou-o quase sem retoques e disse:  “esbocei mais um companheiro para as lides jornalísticas de minha terra”.

Deste modo, o nosso inesquecível Xixi filiou-se à vanguarda dos fazedores de jornal e tornou-se, de fato, mesmo jornalista.

Com a subida de Álvaro Machado na política da Paraíba, ficaram os venancistas apeiados, à  margem, aguardando um dia … o toque do clarim.

Sem outros recursos ou meio, foram-se aos poucos, aconchegando ao partido dominante e, ao mesmo tempo conseguindo, alguns deles, posições de certo relevo nessa política que se plantara firmemente em todo o Estado.

Com o falecimento de José Herculano, o nosso biografado e mais alguns elementos venancistas existentes em Patos tratarem de uma aproximação com a política local chefiada por Leôncio Wanderley, Manoel Gomes e Miguel Sátiro, a exemplo do que estavam fazendo noutras partes, principalmente na Capital do Estado.

Dada a capacidade de trabalho e inteligência, ficou Miguel Sátiro superintendendo a política de Patos e posteriormente comandando só, sem mais compromissos com os dois chefes relacionados.

Nessa fase Xixi. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  da política municipal e ao mesmo tempo ia incutindo-lhe no ouvido o grande prestígio de Epitácio na política nacional.  Dando-se o rumoroso pleito de 1915, surgiu de fato, a figura monumental de Epitácio Pessoa com chefe e legítimo representante de Venâncio Neiva.  Sua propaganda foi destemerosa por todo o Estado, apoiada na democratização do governo Castro Pinto.  Acolitado por uma plêiade vigorosa de homens da têmpera de Genésio Gambarra, com seu intemerato jornal “A Voz do Sertão”, José Peregrino, Cel. Tota, Roldão Meira, e outros conseguiu Xixi Cabral  bandear Miguel Sátiro que contava com um núcleo eleitoral apreciável para as hostes epitacistas, concurso este valiosíssimo, sem o qual não conseguiriam os URUCUBACAS, o triunfo almejado naquele pleito.

Por essa adesão de Miguel Sátiro ao partido epitacista recebeu Xixi copiosos telegramas de Epitácio Pessoa, Venâncio e Pedrosa em agradecimento pelos vantajosos serviços prestados ao partido cujo êxito foi coroado de loiros pelo concurso de Patos, Teixeira e a Capital com a adesão de Miguel Sátiro, Dario Ramalho e Inácio Evaristo, respectivamente chefes das três localidades supra mencionadas.

Tempos depois da consolidação dessa política, a grel epitacista bipartiu-se em “Guelas” e “Jovens Turcos”.

Xixi Aliou-se aos “jovens turcos” e por estes nomeado chefe da mesa de renda dos municípios de Sousa e depois de Teixeira e Monteiro, cargos que desempenhou com altivez e competência.

Tomando os “Guelas” a posição de mando com a ascensão de Camilo de Holanda à presidência do reparado o ato, tendo o nosso biografado exercido, ainda, o lugar de administrador das rendas do município de Batalhão, até o governo de João Pessoa.

Era assíduo colaborador da imprensa indígena e faleceu a 13 de abril do corrente ano (1948), confortado com os sacramentos da Santa Igreja Católica, deixando entre os parentes uma saudade imorredoura acrisolada no bem que em vida lhes proporcionou.

 

Patos, 30.04.1948

 

“A IMPRENSA” – João Pessoa – Sábado, 15 de maio de 1948 Estado, ficaram os “Jovens” desprestigiados, sendo o primeiro ato desse administrador a demissão do Xixi.  Só depois, no governo Solon (chefe dos Turcos), foi.